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Responsabilidade social do hospital São Cottolengo é discutida no Muticom

por Marcus Tullius

A trilha de conhecimento sobre responsabilidade social do 11° Mutirão de Comunicação (Muticom) segue a todo vapor e alguns pacientes e trabalhadores do hospital filantrópico São José Bento Cottolengo vieram até o evento mostrar o trabalho que é realizado com os internos. O jornalista e missionário redentorista, Ir. Michael Dourado Goulart, palestrou sobre a importância e os desafios diários da instituição.

Segundo o irmão, a missão do hospital é clara e tem o objetivo religioso: “promover uma vida com qualidade para as pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, como expressão evangelizadora da Igreja Católica.” Durante a palestra ele exibiu um gráfico com os gastos mensais do local. Cerca de 268 mil reais são gastos em medicamentos, 25 mil reais em fraudas geriátricas e ainda são servidas mais de 49 mil refeições, entre outros gastos.

Para arcar com as despesas a entidade realiza campanhas junto à sociedade para angariar fundos. Ações anuais (rifas beneficentes, e os cofrinhos do bem), assim como as efetuadas em datas comemorativas (dia das mães, páscoa, dia da mulher) contribuem de forma contundente para continuidade das atividades.

Durante a apresentação, os internos contaram um pouco da sua história e deixaram mensagens de motivação ao público. Carlos, por exemplo, foi deixado pela família em um posto de gasolina e chegou à vila aos 18 anos de idade. Com muito alegria e um sorriso no rosto ele cometa como é bom viver com os amigos no hospital: “eu gosto de morar lá, e todos os dias eu acordo vou a escola, participo da banda, volto para comer e converso com o pessoal de lá”.

Além dos atendimentos hospitalares, tanto no local quanto fora, a instituição oferece uma escola de integração da pessoa com deficiência. Trezentos alunos que possuem incapacidades de graus diferentes participam das aulas, que contam com profissionais ligados à Secretaria de Educação.

Os participantes da palestra ficaram emocionados com os depoimentos de Rozangela Aparecida, de Florianópolis, foi uma das que aplaudiram a exposição. Ela diz que não conhecia o trabalho feito pelos profissionais da organização e completa “é um trabalho extraordinário que deve ser reconhecido.”

Após encerrar a palestra, o missionário afirmou que o convite para participar do Muticom é ótimo, pois ajuda a divulgar nacionalmente as ações praticadas na Vila São Cottolengo, já que o evento reuniu pessoas de praticamente todos os estados. Ele ainda fez o convite para que a comunidade goiana visite o local e participe ativamente como um voluntário.

Texto: Carlos Wilton acadêmico de Jornalismo da PUC Goiás sob orientação da professora Sabrina Moreira | Foto: Rudger Remigio

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